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Isso mesmo, Luiz Antonio Simas, nosso mais novo autor, indica pra quem curte as histórias dos subúrbios do Rio, a Encruza Literária, com organização do Pedro Machado e curadoria do Rolé Literário…e também, é claro, nosso lançamento 7 cordéis brasileiros, onde o próprio Simas brinca, com a rima e humor, com este gênero da nossa literatura.
Mais informações dos livros abaixo:
Os 7 cordéis que compõem este livro são esteticamente construídos a partir de formas poéticas amalgamadas a partir dos signos da diversão, do requinte, da acessibilidade e do refinamento.
Luiz Antonio Simas é, no Brasil dos dias de hoje, o intelectual que mais se aproxima da linhagem de Ariano Suassuna: aquele que, ao abordar as culturas populares, revela a profunda ligação que as mesmas têm com as manifestações culturais ditas “sofisticadas”. Não por acaso, em um dos seus Sete cordéis brasileiros, o eu-lírico diz: “Gosto de rito e de fé/ de soneto e de sanfona”. Com efeito, os cordéis de Simas misturam Rainha Elizabeth com Exu, Maradona com São Pedro, Pixinguinha com Santa Hildegarda, Paulo Freire com Napoleão. Neste livro, portanto, personagens e situações provêm de tradições múltiplas – e ainda bem que assim o é, visto que eles permitem aos leitores o acesso a uma variedade ampla de tradições.
O resultado é um livro no qual convivem harmoniosamente o sagrado, o profano, e mais ainda: as ruas da cidade, os botequins, as macumbas e a tradição armorial e delirante do Nordeste.
A diversidade cultural carioca e os modos de viver suburbanos são o mote da antologia Encruzilhadas Suburbanas.Os caminhos chegam na encruzilhada ou começam nela? Os subúrbios são encruzilhadas, tanto pelos encontros que permitem, quanto por serem pontos geradores de cultura. Cada subúrbio é uma encruzilhada de gentes e culturas. Como pensar a cultura do Rio de Janeiro sem refletir sobre os subúrbios da cidade?
A reunião de contos que formam a antologia Encruzilhadas Suburbanas é um retrato dos caminhos de quem vive e convive nos subúrbios do Rio de Janeiro.
O conjunto dessas histórias não só mostra que todos os caminhos de uma cidade levam aos subúrbios, mas que tudo mais também parte deles. Trata-se de uma verdadeira encruzilhada humana, ponto final e, ao mesmo tempo, seminal da vida, de gente, seus desgostos, memórias e metamorfoses. São nessas encruzas que os contos aqui reunidos brotam.
O carnaval, as biroscas, o trem, as igrejas, os terreiros e as ruas são companhias afetivas para os personagens que são tudo, menos estereótipos. Vinte e três autores narram histórias sobre suburbanos cheios de humanidade e contradição, que carregam em si a beleza e a dor de ser o que se é – e de onde se é – com o tipo de sabedoria que não se aprende nos livros, mas que têm o poder de criá-los.